LOU FINE: A LENDA DA ERA DE OURO
Afinal de contas quem era o artista Lou Fine. E porque ele se tornou referência para muitos artistas de quadrinhos como Jack Kirby, Joe Simon e Jim Steranko.
Por: Bill Finge
Os mestres Will Eisner e Jack Kirby declararam muitas vezes em entrevistas, que o artista Lou Fine foi um dos gênios dos quadrinhos, durante o período chamado de Era de ouro, que começou em 1939 e terminou em 1950. Mas como um cara que influenciou dois gigantes dos quadrinhos e muitos outros artistas de sua geração, se tornou um ilustre desconhecido para fãs e para muitos que gostam de ler quadrinhos.
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| Foto de Lou Fine anos 40 |
Lou Fine, ou melhor, Louis Kenneth Fine, nasceu em Manhattan, no bairro pobre do Brooklyn, em 26 de novembro de 1914. O pai dele era um pintor de paredes e era judeu de origem russa. Sua mãe faleceu durante o período que foi estudante de Engenharia da Cooper Union. Teve jovem poliomielite, que por isso, lhe acarretou uma paralisia momentânea na perna esquerda. Com o passar do tempo ele desenvolveu uma amor e uma paixão pela arte da ilustração e teve como principais influências os trabalhos dos ilustradores Dean Cornwell, Heinrich Kley e JC Leyendecker dentre outros.
Com a explosão das revistas em quadrinhos de super-heróis, graças ao aparecimento do Superman em 1938. Surgem vários pequenos estúdios, que fazem trabalhos para diversas editoras, esses estúdios produzem e vendem em sua maioria, histórias em quadrinhos de super-heróis para diversas editoras americanas.
Como o mercado de publicidade e outros mercados de trabalho que absorviam os desenhistas estavam de portas fechadas no final dos anos 30. Milhares desses artistas para sobreviver, tiveram que vender seus serviços para editoras ou pequenos estúdios, fazendo o trabalho de desenhar historias em quadrinhos de heróis. Foi neste contexto que Lou, foi fazer um teste no estúdio de Eisner que se chamava Eisner & Iger ( Ige era o sobrenome do Sócio de Eisner. Ele cuidava das finanças e contatava os clientes para o estúdio). Lou como era um ótimo profissional passou e começou logo a trabalhar na produção das revistas em quadrinhos.
Lou era um homem de poucas palavras e com grau de introspecção altíssimo. Ele se reservava em apenas falar o necessário e foca suas energias em seu trabalho. Esse era Lou em seu dia-dia de trabalho no estúdio de Eisner. E que era observado atentamente pelos olhos e ouvidos de um jovem artista chamado Jack Kirby, que era seu companheiro de trabalho no estúdio. Ele trabalhou neste estúdio de 1938 a 1939. E quando Eisner acabou a sociedade com seu sócio Jerry Iger em fins de 1939. Lou foi trabalhar com ele, em seu novo estúdio até 1944, quando decidiu sair do mundo dos quadrinhos de super-heróis. Lou desenhou durante esse período capas para Fox Feature Syndicate e personagens como The Ray ( com o pseudônimo de Jokey E. Lectron), Tio Sam ( que Eisner levou os créditos) e The Spirit. Mas fez sua fama na indústria dos quadrinhos como capista. Mas como disse Eisner uma vez sobre Lou: “Ele queria liberdade para trabalhar do seu jeito. E não apenas produzir e entregar gibis completos prontos para impressão, sob encomenda das editoras.”
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| The Ray Arte feita por Lou Fine |
Após sair dos quadrinhos em 1944, Lou migrou para tiras de jornais, onde trabalhou para agencia Johnstone and Cushing, onde fazia tiras de quadrinhos, ele era tão genial que recebia 1.500 dólares, enquanto os outros artistas recebiam no máximo 250 dólares. E esse valor era pago por apenas meia pagina de trabalho. E isso foi na década de 40, por sinal.
Com a chegada do final dos anos 40, Lou começou a ficar infeliz com as histórias em quadrinhos, então mudou o traço, passou de um traço de quadrinhos quase realista para um traço realista estremo, e se dedicou somente a ilustração. Seu passatempo durante esse período de sua vida era estuda pinturas a óleo. Ele fez uns 15 quadros, onde pintou paisagens – que se você olhasse rapidamente, acharia que era uma pintura abstrata- e mostrou seu controle sobre formas, espaço e cor.
Nos anos 60, Lou voltou a trabalhar com quadrinhos, desta vez desenhando as tiras Peter Scratch e Adam Ames. Mais infelizmente em 24 de julho de 1971, aos 57 anos de idade, ele foi acometido por um enfarto fulminante e encontrado morto em seu estúdio muito tempo depois.
Joe Simon o co-criador do Capitão America falou isso sobre Lou: “Meu artista favorito. Ele também foi o artista favorito de Jack Kirby. E eu sei que Jack foi fã e influenciado pelo trabalho do Lou”
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| Peter Scratch - 22 /11/1966 Por. Lou Fine |





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