NOSSA CHEGADA AO FIQ 2013
                                                                                         

                                                                                                                       Por. Eduardo Silva       


 A partir  desta semana você acompanha as aventuras de um grupo de cearenses que foram para o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte)-2013, através de doze divertidas crônicas escritas pelo colaborador Eduardo Silva.


Eu e o Diego José (Quadrinista e criador do personagem cearense Oigo), embarcamos no avião da companhia aérea TAM, ás 5 h e 25min da amanhã do dia 12 de novembro de 2013. Por estranho que pareça aquela noite no aeroporto Internacional Pinto Martins em Fortaleza (CE), fazia muito frio na cidade. A viagem foi rápida, por isso chegamos 20 minutos antes do previsto na conexão que faríamos  no aeroporto Internacional de Brasília. Ficamos neste aeroporto menos de 2 horas e logo embarcamos em um avião menor da TAM rumo a BH (Belo Horizonte). Desta vez a viagem durou apenas 45 minutos.

Chegamos ao aeroporto da cidade mineira de Confins- Na verdade Aeroporto internacional Tancredo de Almeida Neves-, na área metropolitana de BH, as 14 h da tarde. Lembro-me que ao sair do aeroporto com o Diego- após termos pegado nossas bagagens na esteira onde os delicados funcionários do aeroporto jogam elas- comentamos um com outro o caso do comissário de bordo que depois de servir o lanche- que consistia de um sanduíche e de um copo de suco ou refrigerante- perguntou para duas mulheres que estavam na poltrona a frente da nossa, se elas tinha gostado do lanche, elas prontamente responderam positivamente, e com um sorriso estampado no rosto, o comissário de bordo respondeu que ele tinha preparado sozinho os mais de 100 sanduíches servidos naquele voo, as duas mulheres surpresas com a noticia sorriram de alegria. Estávamos comentando isso porque foi algo tão inusitado, sem o menor propósito e ao mesmo tempo engraçado, no nosso ponto de vista é claro.

Em Confins nos encontramos com o desenhista de quadrinhos José Neto - que reside na cidade Palmas no estado do Tocantins e que iria dividir o quarto de hotel comigo e com o Diego - e com o roteirista mineiro Paulo Correia que nos levou em seu carro de confins para BH. Viajem que durou 1h e 25 minutos no Maximo. Paulo nos deixou literalmente na porta do hotel. Nos três subimos por uma enorme escada, com nossas bagagens pesadas, até chegar à recepção do hotel . Como de praxe criamos um conflito sobre o preço das diaras com o recepcionista do antiquíssimo hotel. Conflito resolvido, o recepcionista  nos entregou a chave do quarto 608, levamos nossas bagagens para o velho elevador, que parecia que ia cair e fazia um som estranho quando subia ou descia.

Quando eu, o Diego e o nosso novo amigo, no caso, o desenhista José Neto entramos no quarto, logo escolhemos cada um a cama onde dormiríamos- Eu no caso fiquei com a do meio- colocamos nossas bagagens  próximo da primeira cama. E logo saímos para ir ao local onde seria realizado o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos)- 2013 de Belo Horizonte, que estava na sua 8º edição. O evento estava sendo realizado em um galpão, onde outrora foi uma enorme serraria, e que agora abrigava o FIQ e quem sabe outros eventos da cidade. O trajeto que fizemos do hotel atá a Serraria, avistamo vários mendigos nas ruas e muito lixo na ruas também. Mas em compensação o povo mineiro é muito amistoso e nos tratavam muito bem. Ao chegarmos a Serraria -como nós chamávamos a edificação que abrigava o evento – nos deparamos com várias pessoas trabalhando na montagem final de estandes e de outros espaços do FIQ-2013. Fomos até a parte administrativa do evento, onde o Diego pegou com uma moça educadíssima os crachás, que tínhamos direito por causa do estande do FQCE (Fórum de Quadrinhos do Ceará) que tínhamos pagado para expor e vender quadrinhos cearenses. Logo após pegarmos os crachás, começamos a andar pelo evento.

Quando chegamos a um grande estande que estava ainda sendo montado. Um rapaz que coordenava a montagem abordou o Diego e falou que conhecia o personagem Òigo- na verdade fala-se o som o como se fosse ô ao invés ó-, desconcertado Diego falou para ele que não conseguia lembrar-se de onde o conhecia. Ele prontamente disse que conhecia o Diego, do FIQ passado e que tinha comprado o seu quadrinho. Mas sempre que falava o nome do Oigo, ele errava feio, o Diego, por esse pequeno erro, abria em sua face um sorriso amarelo. Passado algum tempo, nós fomos embora da serraria com a impressão: “será que tudo fica pronto até amanhã ? - dia 13 de novembro de 2013.
Foto de um dia antes do começo oficial do FIQ-2013
 Voltamos para o nosso maravilhoso hotel- claro que isso é uma ironia-. O Diego pegou a chave  do nosso quarto cinco estrelas- uma segunda ironia é claro – na (des)recepção. Em quanto ele pegava a chave eu e o José Neto, estávamos próximo do elevado de mil e novecentos e bolinhas. Quando ele chegou, decidimos subir os 6 lances de escada, por causa da demora do elevador. Quando finalmente chegamos ao quarto, meio exaustos, por termos subido pelas escadas. Ao entramos no quarto 608, descobrimos que não tinha ar condicionado, que a porta do banheiro estava quebrada, que o ventilador que era até relativamente grande estava quebrado e que a internet era 4 reais a hora para acessar. Além de um frigobar, onde água mineral, chocolate, refrigerante e outras coisas mais custavam muitoooooo caro.

Depois de todas essas descobertas maravilhosas sobre o nosso fantástico quarto, decidimos ir jantar em uma lanchonete próxima ao hotel. Mas antes, passamos pela (des)recepção, pedimos para uma recepcionista trocar o ventilador. Quando voltamos para o nosso quarto, encontramos ao invés do ventilador grande e quebrado, o substituiram  por um pequeno (vejam só), para ventilar três pessoas. Decidimos não usar o ventilador e abrirmos a janela. Fomos dormir, porque amanhã seria o nosso primeiro dia de FIQ.        

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